Mineirinha n'Alemanha
Brasil - Deutschland

::Inveja, Mitleid & Mitfreude::

“Ao contrário da sabedoria popular, que afirma como verdadeiros amigos aqueles que se mostram presentes na hora da necessidade e na da dor, é muito mais difícil ficar do lado de quem está comemorando uma vitória do que daquele que precisa da nossa ajuda. É o que sugere Nietzsche no parágrafo 499 de Humano, Demasiadamente Humano (1878) ao associar amizade não à capacidade de “sofrer com” (Mitleid), mas sim de “alegrar-se com” (Mitfreude). Para Nietzsche, a compaixão esconde um excessivo enamoramento de si mesmo, como se só fosse possível confirmar a própria força diante de alguém que está frágil e dependente. A compaixão é parente da inveja.” Charles Feitosa

 

Hoje li dois textos super interessantes aqui e aqui sobre inveja, compaixão e saber alegrar-se com a felicidade do próximo. Um tema que toca a todo ser humano, e achei que a observação acima toca no cerne da questão. Realmente é mais fácil ter compaixão do que alegrar-se com a felicidade alheia. Mesmo pensando que alegrando-se com o próximo, estende-se a própria alegria. O limite é a inveja. Cheguei à conclusão que tenho que começar a ler Nietzsche.

 Escrito por Sandra às 20h54

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::Quatro Estações::

Eu gosto das quatro estações aqui. Temos realmente primavera, verão, outono, inverno. A natureza mostra as fases de renascer, viver intensamente, deixar pra trás o que não deve ser mais guardado e se prepara para o inverno, tenebroso, escuro e íntimo. Tudo some, ela se recolhe e volta a resplandecer novamente a cada primavera, quando as primeiras florzinhas renascem, é tudo muito bonito. Cada fase tem sua beleza.



 Escrito por Sandra às 20h49

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::E-Mail pra minha mana que está grávida! :-)::

Oi querida,

 

Pra mim, ter tido o prazer de estar grávida por duas vezes na minha vida foi um dos grandes presentes que Deus me reservou. A natureza é perfeita e se uma mulher tiver crescido descrente de tudo e de todos, no mais tardar na gravidez ela tem uma grande chance de parar pra pensar na vida, descobrir-se e perceber que existe muito mais do que o que é visível aos olhos. Os enjôos passam logo e depois, tirando um incomodo ou outro, é uma época inesquecível:

 

- é quase inacreditável pensar que somos capazes de gerar uma vida perfeita dentro de nós e ir acompanhando este desenvolvimento minuto a minuto

- vc se sente meio uma "mulher maravilha": cheira melhor, percebe melhor, está mais sensível às coisas

- vc tem folga da menstruação por tantos meses que quando ela volta vc não está mais acostumada à ela!

- colocar música pro neném ouvir na barriga e ver que ele se lembra da música fora dela é fantástico!

- eu, que sou super prática, adorei poder exibir o barrigão e nao ficar me importando com "beleza"

- mulher grávida chama super atenção de homens (será por que?)

- adorei ter escrito os diários que deixei de herança para a Taísa e o Dani

- ver neném nadando no útero da gente e já poder ver as feições do neném através da sonografia 3D é uma coisa de outro mundo de tão legal!

- tanto o 1° curso na gestação da Taísa, onde quase matei o boneco de plástico ao aprender a trocar roupa de neném, quanto o 2° durante a gestação do Daniel, com aquelas massagens fantásticas, todos os dois foram bons, cada um adaptado às necessidades e vontades da época

- a mãe já comeca a ser mãe praticamente logo depois da concepção, o pai só vai ser pai depois que o neném vier ao mundo, pois o relacionamento da mãe com o filho é muito mais forte.

 

Quanto a vitaminas, geralmente o médico nota o que está faltando e te pede pra fazer complementação, eu tomei ferro, cálcio, etc. e tal. Depois da gestação também é importante continuar com essas complementações, mas mais importante ainda é alimentar-se com muita riqueza, pois no final das contas tudo isso está nos alimentos e essas vitaminas sao todas sintéticas. E beber muito! Aproveitar ao máximo, todos os dias, mesmo aqueles que forem menos prazeirosos, pois tudo é um processo.

 

Beijão no coração,

 

Sandra



 Escrito por Sandra às 22h07

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::Loucuras da sociedade - assino embaixo!::

 

(Roberto Shinyashiki em entrevista para a Revista Isto é).

 

"A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito”.



 Escrito por Sandra às 20h51

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::Bisavó pacifista e moderninha ganha o prêmio alemão BOBs de melhor blog em espanhol::

Ela é uma gracinha mesmo. Muito simpática, fofinha e autêntica. E vai fazer 96 anos!!! Ela dá um exemplo a todos por ser independente, ter opinião própria e, com seu blog (A mis 95 años), consegue interagir com gente de toda idade. Uma fofura. Parabéns, María Amelia!  

“Poco tiempo me queda de vida, muy poco, poquísimo... pero si siguieran mi ejemplo de no haber guerra, no ser traidores, ser buenas personas, querer al prójimo como a uno mismo. Pero las guerras...eso de las guerras... había que pensar en esas almas... ¿aún quieren más guerras? ¡Por favor!. Es no querer al prójimo ni a la humanidad”.



 Escrito por Sandra às 01h17

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::Presente de Natal::

O robô Emiew 2 foi projetado para executar pequenas tarefas domésticas. Recebe comandos a partir de um PC ou controle remoto. Só tenho uma pergunta: o robô tinha necessariamente que ser feminino?

 

Respondendo à Cláudia: tinha tirado esta reportagem do UOL, que se referia ao robô como “A” robô, como se ajudante doméstico tivesse necessariamente que ser feminino!



 Escrito por Sandra às 22h15

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::Netlog::

Recebi um convite hoje para participar de uma comunidade feito o Orkut, a Netlog.com. O convite veio de Lucia Trajano, que mora aqui no mesmo estado que eu na Alemanha, e Patrícia Coda, velha conhecida de vida virtual, vivendo atualmente no Rio. Minhas queridas, obrigada pelo convite, mas não vou me inscrever lá não. No Orkut eu só tinha spams e por isso cancelei minha conta por lá, vocês podem entrar em contato comigo aqui pelo site. Alguém conhece esse novo site? Recomenda? Pelo que vi, pode-se ter até um blog através dele, publicar fotos, etc. Tudo num portal só. Mas como já estou com minha “barraca armada”, não vou desarmar e passar pra outro canto. Obrigada assim mesmo pelo convite!



 Escrito por Sandra às 23h50

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::Conversa de gente pequena::

A Taísa passou uma semana com o coração na mão, voltava pra casa todo dia me contando cada movimento do menino da sua sala por quem está apaixonada. E o pior: a professora sugeriu que cada um da classe sorteasse um nome, fizesse tipo um amigo secreto, e para esta pessoa deveria-se fazer algo bom no prazo de uma semana. Bingo! O tal menino, a paixão da minha filha tirou o nome dela.... E ela foi ficando... ficando... ficando... literalmente doida por esperar ele fazer ou dizer algo pra ela. Trouxe até uma nota 6 (a pior de todas no sistema alemão) pra casa... Eu até brinquei com ela que ele chegaria perto e diria:

 

-          Oi Taísa, tem uma coisa que eu já queria ter tido pra você há muito tempo atrás: eu te odeio!

 

Hihihihi.... mãe é phoda mesmo!...

 

Mas então, a Taísa tirou um menino também. Na idade deles, meninos e meninas praticamente não têm contato um com o outro (ela acaba de fazer 12 anos) e tinha sido um daqueles que ela praticamente nem dá oi quando passa por ele. Eu sugeri que ela fizesse algo pra ele, tentasse descobrir alguma coisa que ele goste, etc. Ela teve a idéia de comprar um lanchinho pra ele na pausa da escola. A pausa foi comprimida e ela não pode comprar, deu a grana pra ele e disse que queria ter comprado, não deu, se desculpou, ele gostou. Mas voltando ao “love” da minha filha, no último dia ele passou voando por ela e disse:

-          Oi Taísa!

Pode uma coisa dessas? Que menino mais sem criatividade é este? Mas o mais engraçado foi ela me contando da conversa que tiveram com a professora que iniciou a idéia, que deve ter uns 50 anos (ou mais). Ela:

-          E o que mais vocês poderiam ter feito pela pessoa?

Uma menina da sala levantou a mão e disse:

-          Por exemplo, poderíamos ter deixado um recado legal na sala de chat do Lakeparty (um portal de chat daqui da região).

A professora:

-          Chat? Lakeparty? Quem de vocês participa deste portal?

Mais da metade da sala levantou a mão. Ela se surpreendeu. E disse nunca ter batido papo por internet na vida dela (E esses professorem é que estão educando nossos filhos para prepará-los para o futuro...). A minha filha ficou boba. Chegou em casa, me contou o “causo” e perguntou:

-          Mas mamãe, será que ela nunca participou de um chat nem quando ela era jovem?

E eu expliquei que a internet só existe desde que ela nasceu, antes disso, era só carta mesmo... E pra ela foi uma novidade, é tão natural a internet hoje em dia, que ela não sabia que ela existia há tão pouco tempo... Como será que vai rolar um papo desses na próxima geração? Isso me interessaria! E como!...



 Escrito por Sandra às 23h29

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::Uma história de amor dos tempos modernos::

Patrick Moberg, Camille Hayton / Janet Durrans

Um americano viu uma garota dentro de um metrô de Nova Iorque no dia 04.11 e se apaixonou perdidamente e instantaneamente por ela. Ficou reunindo coragem para puxar assunto com ela, e quando conseguiu, ela levantou do lugar onde estava sentada no trem e se foi. Ele, web designer, tomou a iniciativa de criar uma página na internet só com o intuito de achá-la. E deu certo! Algumas coisas interessantes: a garota é uma australiana (21 anos), ele é americano (22 anos). Ela nunca anda de metrô mas naquele dia estava indo para a casa de amigos para dormir na poltrona deles, pois sua casa tinha sido vítima de um incêndio. Os dois nasceram em março, gostam da mesma cor (azul), são creativos e gostam de desenhar. Ele disse ter se sentido como se já a conhecesse há muito tempo. Você acredita em amor à primeira vista? Eu acredito. E este caso está aí para provar que mesmo dentro de uma cidade imensa e multifacetada como Nova Iorque, se você decidir encontrar uma pessoa, você encontrará.



 Escrito por Sandra às 22h43

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::Dani trilíngue::

O Daniel repetiu pra gente hoje várias vezes:

 

“An apple... a day… keeps… the doctor… away!”

 

A palavra mais difícil pra ele é “keeps”, o s não sai direito, mas foi uma gracinha ouvi-lo repetindo inglês assim com tanta espontaneidade. Vou tentar fazer um vídeo pra poder dividir com vocês. Bom início de semana!



 Escrito por Sandra às 23h27

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::Confissões de 9h45::

Num canto do meu banheiro tenho uma estrela do mar que aos 15 ou 16 anos de idade ganhei de presente de um ex-namorado. Nem sei mais como eu a trouxe do Brasil pra cá, mas sei que ela resistiu ao passar dos anos e à muitas mudanças, uma vez que ao todo já me mudei 9 vezes de casa e 3 vezes de cidade dentro da Alemanha. Através dela carrego comigo muitos sentimentos da adolescência e lembranças desta pessoa que foi a primeira na minha vida a me fazer sentir alguém especial, a ver em mim coisas que nem eu tinha notado até então, a fazer e receber poesias do universo e tocar muita música bonita pra mim no saxofone, meu primeiro amor. Esta estrela do mar tem portanto todo um significado especial pra mim. Olhar pra ela é viajar no passado, é ver meu coração sorrindo ao mesmo tempo em que uma pontinha de melancolia, que aliás me é nata, vem à tona. Acabo de visitá-la. Ela continua lá, bonita, elegante, perfeita obra da natureza. Sorri pra ela. E ela pra mim.

 

O que mais trouxe e tenho até hoje, tendo resistido a todos esses anos? Tenho por exemplo uma caixa de fitas cassetes. Outro dia comprei um CD da Colby Caillat e sua música me reportou a lembranças do tempo da universidade, quando saía do Eldorado pra ir na Pampulha (e portanto ficava quase 2 horas em 2 ônibus) nos sábados à tarde, só pra estudar francês com uma amiga que já tinha ido ao Canadá e tinha copiado dois CD’s (ou LP’s?) em fitas cassete pra mim. Uma fita era exatamente o estilo da Colby. Abri o pacote, procurei pela tal fita e a coloquei pra tocar... constatei que minha memória musical ainda era excelente, mas a fita já deixava muito a desejar no quesito qualidade... Ao sair de casa, quando vim do Brasil pra cá nos idos de 1993, na correria para o aeroporto e sem mais lugar pra carregar nem que fosse um sopro de vento comigo, me lembro de insistentemente ainda ter enfiado um ou outro cassete em todo e qualquer lugar possível, até no meio do saco de dormir que carregava nas mãos. Teimo em ter comigo ainda umas 50 fitas cassete. E uns livros, inclusive um com receitas, comprado na semana da viagem, que já me salvou a pátria várias vezes.

Acho que as pessoas que moram no exterior carecem de um pouco de falta de referência do passado. Não podemos ir correndo no sótão da casa e pegar uma carta, uma música antiga pra ouvir, uma lembrança qualquer. No mais tardar, e pior no caso dos que perdem seu canto na casa dos pais, é voltar pra casa e não ter mais casa pra voltar, cama pra dormir. Ou não sei se o pior é ter tudo isso ainda. Ambos os casos doem. Deve doer mais ainda quando não se tem nem pai nem mãe pra onde voltar. Talvez por isso continuo carregando algumas lembranças de um passado longínquo que está guardado no meu coração.

E você, tem também algo que trouxe do Brasil pra cá e que te acompanha através do tempo? Ou se não saiu do Brasil (ou da Alemanha, ou de onde quer que esteja), o que guarda assim como eu de lembrança?

Melancolicamente, aqui uma música maravilhosa que acabo de achar na net para você ouvir, curtir comigo e dividir este momento. A letra está, por exemplo, aqui.



 Escrito por Sandra às 22h26

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::Pensando alto::

Ouvindo Equalize da Pitty além de muitas músicas de rock brasileiro das décadas de 80 e 90...

 

Hoje foi a 1a. vez que caiu neve por aqui neste ano. De repente olho pra fora e vejo aqueles floquinhos caindo suavemente e sumindo assim que tocam o chão. Por um momento sinto a paz que se sente num dia de inverno, quando a pessoa está de bem consigo mesma. Mas na realidade ela e eu, a neve, não somos boas amigas. Somos no máximo boas conhecidas, eu admiro seu lado bonito, a paz, a ausência do ruído, tudo branquinho e suavemente tocado por ela, realçando tudo o que há de bonito ao seu redor, mas eu tenho horror de frio, este é o problema. Não gosto de sentir frio na alma. E não gosto de carros derrapando nas pistas, estes são os meus maiores problemas nesta época do ano. Todo ano finjo que esqueço que um inverno está por vir, e quando ele vem, ele me pega desprevenida, mesmo porque eu nunca estarei me sentindo à vontade com a chegada dele.

 

Um italiano que conheço através do trabalho me pediu pela 2a. vez consecutiva pra fazer uma reserva para ele e sua família para o Europapark, um parque de diversões muito grande e famoso aqui no sul da Alemanha. Desta vez uma outra família de amigos o iria acompanhar. Se desse, eu deveria fazer a reserva de uma suite pra essa família. Gosto de montar viagens para amigos, já fiz isso várias vezes. Fico um pouco apreensiva pra observar todos os dados e ter certeza de que estou fazendo o pedido correto, mas no final acaba dando tudo certo. Acabou que o final de semana prolongado vai ficar pra eles bastante caro, considerando a viagem, o hotel, as entradas para o Europapark, apesar de eu ter achado uma boa oferta pra eles. Pensei que gostaria de poder fazer umas estripulias como esta de vez em quando também. Na realidade até faço, mas não (ainda!) o tanto que quero. Se dependesse de mim, um ser altamente “da estrada”, eu não passaria vários dias num mesmo local, estaria sempre “em movimento”. O movimento, no meu caso, hoje, fica a nível mental.

 

P.S.-E voltou a ser, bem rápido, real: estou de passagem comprada para um final de semana prolongado em janeiro do ano que vem com minha prima em Amsterdã. Lá vou eu!

 

 



 Escrito por Sandra às 23h21

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::Se dependesse só de você...::

...quando gostaria de ter vindo ao mundo?

 

No meu caso a resposta é muito simples: agora. Eu não gostaria de ter vindo ao mundo há muitos anos atrás, quando as mulheres eram aquelas bonequinhas de porcelana sempre elegantes e bonitas, mas em contrapartida não podiam votar ou mesmo estudar. Fico feliz por estar fazendo parte desta revolução tecnológica e gosto de poder comparar com a vida totalmente sem internet, que vivi até os 25 anos de idade. E, egoísticamente falando, acho que não nasci tarde demais para ainda viver num mundo que já danificamos aos montes, mas ainda não destruímos. Que ainda é belíssimo e habitável. Espero, naturalmente, que isso não aconteça tão cedo, pois o que fazemos com o mundo hoje será o mundo onde nossos filhos e netos viverão. Muito pelo contrário, tenho notado muitas correntes positivas ocorrendo no mundo, de pessoas que querem viver de maneira mais solidária, que não querem tentar tapar o sol com a peneira, que estão vendo e entendendo as transformações pelas quais estamos passando e querem agir em prol de um mundo melhor. Quero fazer parte deste grupo e contribuir para esta mudança.

 

Li hoje sobre um estudo que foi feito com 64 alemães entre 22 e 53 anos. A proposta era a seguinte: Imagine que você pode escolher livremente quando gostaria de vir ao mundo. Você nasceria no mesmo país, mas não poderia escolher sua classe social ou sexo e não se lembraria de sua vida atual.

1)     Decida seu ano de nascimento

2)     Por que tomou esta decisão? Descreva suas razões para tal.

O resultado da pesquisa foi de que 42% das pessoas gostariam de ter nascido no ano que realmente nasceram, 29% das pessoas gostariam de ter nascido em um ano ainda no futuro e outras 29% em um ano anterior à sua data real de nascimento, em sua maioria 40 anos antes da mesma. 

 

A maioria das pessoas decidiram não optar por um mundo que elas não conheciam. Os mais jovens optaram por um passado próximo e conhecido, ou por um futuro não muito longínquo do ano atual, do qual pensam ter uma boa idéia de como será.

 

Logicamente muitos disseram querer evitar a vida durante a 2a. Guerra Mundial. Muitos disseram ter vontade de viver na 2a. metade do século passado, quando aqui na Alemanha houve grande avanço tecnológico, muita oferta de trabalho, acompanhada de grande progresso e desenvolvimento econômico.

 

Os que decidiram por outra época, certamente julgaram-na mais interessante do que a atual. As críticas sobre a atualidade foram de que a juventude de hoje não tem interesse pela política, de que o avanço tecnológico fez com que as pessoas ficassem preguiçosas e não soubessem agradecer o que têm, da dificuldade de se conseguir um emprego , do grande estresse da vida atual e do relacionamento entre as pessoas que fica cada vez mais distanciado. As famílias eram mais unidas e muitos valores tais como honestidade e responsabilidade pessoal (por seus próprios atos) estão perdendo seu lugar. Em todos os aspectos – economia, emprego, família – o ano de 2007 perdeu para 50 anos atrás. E como será o mundo daqui a 50 anos?

 

Os 42% de pessoas que gostariam de ter nascido no ano que realmente nasceram (e olhem que estou lendo e traduzindo este estudo agora, depois de ter escrito meu texto acima!), vêem a vida atual de certa forma positivamente, pela liberdade de expressão, pelas opções semelhantes de vida que são oferecidas à população, pelo atendimento médico de boa qualidade e pelo desenvolvimento tecnológico. Há a suposição de que os problemas de hoje serão resolvidos no futuro. A argumentação foi feita baseada no fato de que toda geração teve que lutar contra alguns problemas, que por sua vez também foram resolvidos. Muitos revelaram estar felizes com suas vidas atuais.

 

Daqueles que escolheram poder nascer no futuro, estes disseram acreditar que os problemas atuais, como o aquecimento global, serão resolvidos, e eles querem fazer parte deste processo.

 

A matéria completa sobre este estudo pode ser encontrada aqui.

 

E você, quando gostaria de ter nascido? 



 Escrito por Sandra às 21h24

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::A Força do Silêncio - Humberto Gessinger e Duca Leindecker::

Pra que tanta inteligência? Por que tanta emoção? Qualquer coisa em excesso faz sucesso meu irmão. 
Quanta gente com certeza, tanta gente sem noção. Em excesso até fracasso faz sucesso por aí. Eu tenho fé na força do silêncio. 
 
Se as cores vão berrando no sol ensurdecedor, eu fecho os olhos... outro mundo, vou morar no interior. 
Transbordou a mesa ao lado, um tsunami arrasador, eu fecho os olhos... outro mundo, vou morar no interior. 
Eu tenho fé na força do silêncio.
 
A fé que me faz aceitar o tempo, muito além dos jornais, e assim mergulhar no escuro, pular o muro, pra onda passar.
 
Eu vi um punk na farmácia atrás de protetor solar, baile funk no plenário, ambulância quer passar. Futebol, mesa redonda, 
exorcista, camelô. A onda agora é outra onda, um tsunami arrasador. Eu tenho fé na força do silêncio.
 
A fé que me faz aceitar o tempo, muito além dos jornais, e assim mergulhar no escuro, pular o muro, pra onda passar. 
A fé que me faz sobreviver à onda.
 
Eu tenho fé na força do silêncio.
X-X-X
Mais de 20 anos de carreira e ele nunca foi tão feliz com sua arte e seu ofício. Dá-lhe Gessinger! Que outras mentes tão inteligentes 
quanto a dele continuem a mostrar – por tanto tempo - cultura nota 10 no Brasil, que no momento parece ter parado nas bundinhas 
e outras “inhas” de letras fáceis e sem sentido, de políticos corruptos, de escândalos, tanta coisa ruim que parece não chegar ao fim 
– mas um dia chega! Curta comigo esta música linda aqui. Veja o comentário do próprio no post de 20/03/07 aqui. Explica tudo.


 Escrito por Sandra às 22h50

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::Tupi or not Tupi – Thomas Traumann::

 

A Petrobrás anunciou ontem a descoberta de um campo gigante de petróleo na Bacia de Santos que poderá aumentar em mais de 50% as reservas do país. Batizada de Tupi, a área está em águas ultraprofundas, a mais de 6 mil metros do nível do mar e debaixo de uma camada de sal. Mas contêm óleo leve, muito mais valioso e fácil de ser extraído do que o produto pesado encontrado geralmente nas bacias brasileiras. Se forem confirmadas as previsões de que o campo de Tupi tem realmente mais de 5 bilhões de barris, o Brasil se tornará detentor da nona maior reserva de petróleo do mundo, à frente dos EUA. Tupi está entre as maiores descobertas de reservas de óleo dos últimos trinta anos.



 Escrito por Sandra às 22h04

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::A Revolta dos Dândis - Engenheiros do Hawaii::

Curta aqui.
 
Entre um rosto e um retrato 
O real e o abstrato 
Entre a loucura e a lucidez
Entre o uniforme e a nudez 
Entre o fim do mundo e o fim do mês 
Entre a verdade e o rock inglês 
Entre os outros e vocês 
Eu me sinto um estrangeiro 
Passageiro de algum trem 
Que não passa por aqui 
Que não passa de ilusão 
 
Entre mortos e feridos 
Entre gritos e gemidos 
A mentira e a verdade 
A solidão e a cidade 
Entre um copo e outro 
Da mesma bebida 
Entre tantos mortos 
Com a mesma ferida 
Eu me sinto um estrangeiro 
Passageiro de algum trem 
Que não passa por aqui 
Que não passa de ilusão 
 
Entre a crença e os fiéis / Entre americanos e soviéticos
Entre os dedos e os anéis / Gregos e troianos
Entra ano e sai ano 
Sempre os mesmos planos 
Entre a minha boca e a tua 
Há tanto tempo, há tantos planos 
Mas eu nunca sei 
Pra onde vamos 
Eu me sinto um estrangeiro 
Passageiro de algum trem 
Que não passa por aqui 
Que não passa de ilusão


 Escrito por Sandra às 22h36

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::Reflexões::

Às vezes é intrigante pensar no que teria virado minha vida se eu tivesse escolhido este ou aquele caminho. Quanto das minhas escolhas são realmente escolhas, quanto já estava escrito ou fui obrigada a assumir? Maktub. De alguma forma sinto o universo conspirando ao meu favor quando tomo decisões para o meu bem e para o bem daqueles que me cercam. A verdade é que quanto mais o tempo passa mais medrosa, realista e temerosa a pessoa vai ficando, mais ela pesa os prós e os contras antes de tomar uma decisão. Deveríamos conservar em nosso íntimo a confiança, a energia e o espírito destemido de uma criança.

x- x- x

A bem da liberdade de escoha, seria tão bom se houvesse resposta para todas as nossas perguntas e se houvesse só um caminho a ser seguido. O mundo moderno exige hoje já demais do ser humano.

x- x- x

Por dentro, na nossa essência, somos sempre ou quase sempre a mesma pessoa. Continuamos a ter os mesmos gostos, nos simpatizamos com o mesmo tipo de pessoa, a mesma música toca a nossa alma. Só a casca é que muda, pra melhor ou pra pior. Somos mais respeitados ou até temidos só pela posição social ou pela roupa que trajamos. Somos desprezados ou menosprezados pelos quilinhos a mais, por não seguirmos a crista da onda, por não funcionarmos do jeito que a sociedade espera que funcionemos. Queremos poder pular num brinquedo em um parque infantil e fazer as mesmas peripécias que que sabíamos ser capazes quando crianças. A mente quer, o corpo não obedece. Somos escravos dos anos que acumulamos, da mochila que carregamos nas nossas costas.

x- x- x

As pessoas que já passaram por nossos caminhos levam um pouco de nós, deixam um pouco de si. É um erro achar que, quando deixamos um relacionamento para trás, seja ele de amor ou amizade, conseguiremos apagar completamente em nossas memórias tudo aquilo que ele nos deixou de recordação. Mesmo quando o fim acontece com uma briga, rompimento ou separação, mesmo se a pessoa nos decepciona, falta conosco ou não corresponde àquilo que esperávamos dela, ela deixa conosco uma plantinha que passa a ser regada por nós constantemente, agora no jardim das nossas recordações. E as recordações estão ali, em um canto da nossa memória, esperando para serem reativadas e voltarem à tona. Há pouco tempo li uma entrevista onde o entrevistado dizia mais ou menos o seguinte: “Eu dividi com ela muitos anos da minha vida. Ela me conhece por dentro e por fora. Não é porque agora estamos  separados que vou deixar de ter consideração por ela. Na verdade vou sempre amá-la. Ela vai ser para sempre parte de mim”.

x- x- x

Sonho com uma máquina do tempo que me permita ir almoçar na casa dos meus pais no domingo, de quebra ir visitar minha querida prima e depois vir trabalhar aqui na segunda de manhã. Sonho (de verdade!) com um mundo mais justo onde TODOS vivam relativamente bem, produto merecido do suor de cada dia. Sonho com um mínimo de qualidade de vida para todos os seres do planeta. Sonho com um mundo cada vez mais solidário onde as pessoas se interessem genuinamente pelas outras, com vontade desinteressada de ajudar o próximo. Sonho com pessoas mais sorridentes e mais abertas, querendo conhecer e desvendar o ser único que Deus colocou em seu caminho para dividir parte de suas vidas.



 Escrito por Sandra às 21h38

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::Dani & Halloween::

Tem fotos novas de Halloween lá no fotoblog do Dani!



 Escrito por Sandra às 20h37

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::Mulher (autor desconhecido)::

Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?

Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou um canalha por saudade?????

Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
a barriga para emagrecer
Ou um ursinho para
não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome?!!!!!!!!

Só as mulheres para entenderem o significado deste poema!
Estamos em uma época em que:

"Homem dando sopa, é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres"

"Pior do que nunca achar o homem certo é viver pra sempre com o homem
errado"

"Mais vale um cara feio com você do que dois lindos se beijando"

"Se todo homem é igual, porque a gente escolhe tanto???"

Mandem para mulheres que precisam rir, ou para homens que possam lidar
com essa realidade!!!!


 Escrito por Sandra às 20h15

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Meu nome: Sandra
Aniversário: Dia de sorte
Signo: Virgem


Gosto:
De melancia
Laranja
Sol
Viajar
Bater papo
Rodar o mundo

Não Gosto:
De cinza
Monotonia
Chuva

Ouço:
Norah Jones
John Mayer
Marisa Monte
Adriana Calcanhoto
Legiao Urbana
Cazuza
Milton Nascimento
Toquinho e Vinícius
JAZZ
BOSSA NOVA
MÚSICA COM LETRA INTELIGENTE OU BATUQUE BOM =D
MPB

Vejo:
Eu nao sou de ver TV, sou mais de ler e escrever... mas adoro cinema!

Leio:
Vá onde seu coração mandar - Susanna Tamaro
Utta Danella
Paulo Coelho
Geraldo Eustáquio de Souza
Meu perfil
BRASIL , Mulher , de 26 a 35 anos , Portuguese , German , Cinema e vídeo , Informática e Internet , Viagens, Leituras...
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